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''Não há mortes dignas, apenas vidas memoráveis.'' Gauguin Delacroix.

a Mentalist,

' Stephen Casttle
Às vezes eu sou uma imagem refletida, noutras o próprio espelho. Me perco entre paradoxos de convicção e incredulidade. Um ludibriador de platéias anônimas, apenas.
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The Prestige.

sábado, dezembro 27, 2008

Quem sou eu?

Desafortunadamente não tenho como responder à minha própria indagação. Sou uma pessoa de muitas faces, mas presumido por ter um só espírito. Quando nasci me nomearam William Ulrich Scott, talvez isso diga alguma coisa quanto às assinaturas. Aos doze, treze anos, precisei de um nome artístico, algo que me redefinisse. Optei então por Stephen, que lembrava Stephenie - o codinome de Elise. Casttle foi uma invenção minha. Mescla do sobrenome, da palavra, e das demasiadas significações; as eras medievais, que me eram tão fascinantes na época de criança. Anos mais tarde precisaria de um nome novo, algo que me tornasse um artista musical. Stan Bass soou interessante, formava-se aí o terceiro de mim. Tristan Bass, vocalista de uma banda de rock. Agora, perguntem-me: como um ilusionista se torna rock star? A vida dá muitas voltas, e se você não acompanhá-las fica para trás. Nunca fui do tipo de pessoa que ficaria para trás. Logo, me adaptei. Eu sabia cantar, tocava alguns instrumentos, e não queria mais o circo. Ao menos por algum tempo. Precisava de novos ares, novas pessoas, experiências. Precisava deixar Elise no passado, e ainda que de contra vontade, precisava deixar Elyssa seguir com a vida dela. Ela não era e nunca viria a ser a minha Elise. Era simplesmente Elyssa. Muito mais do que qualquer Elise, ouso dizer. Não desmereço nenhuma, mas enfim compreendo que são seres diferentes. Cada qual com sua importância. As mulheres da minha vida. Minha melhor amiga, e minha melhor amante. Espero que Elyssa jamais leia essas coisas, sei que ela não gostaria... Mas não consigo apagar de mim... Não consigo... Bom, voltando à introdução. Tudo começou quando meu pai decidiu que eu seria sapateiro. Não é isso o que estás a pensar, digo, decidiu que eu assumiria os negócios dele quando crescesse. Uma fábrica renomada de sapatos irlandeses - os melhores. Mas alguém me perguntou se eu desejava viver dentro de um escritório? Previsivelmente que não. Revoltei-me de imediato, tinha dez anos e sabia perfeitamente o que não queria. Quando meu tio, Gauguin Delacroix (o cara mais incrível que já conheci) me convidou para ir viver com ele - em um circo! - na Califórnia, aceitei de imediato. O mais custoso foi deixar minha querida mãe, mas sob incentivo dela, parti aos doze anos de casa. Meu pai, muito contrariado, decidiu me esquecer. Poucos meses depois, doente, minha mãe – Amelie Delacroix – faleceu. Papai fez questão de mandar-me uma gigantesca carta, que dizia ser eu o culpado. Na época foi um choque terrível, e até hoje o sinto proliferar-se. Mas não o culpo, ele já estava velho, cansado, e sozinho. Não sabia o que estava fazendo, eu sinceramente espero. Mesmo nunca tendo gostado daquele homem, ele era meu pai. Fazer o quê? No circo aprendi uma coisa incrível: ilusionismo. A especialidade de meu tio. Não é a toa que se chama Cirque Du Kimera (circo da ilusão). Eu nasci com um dom, diz Gauguin, especial. Desde cedo tinha capacidade de realizar obras simples através da telecinésia. Movia objetos quando oscilava meu humor, era algo incontrolável, mas real. Aprendi a controlá-lo. Foi quando me tornei um mentalista. Estava formado. Eu era o melhor ilusionista dos Estados Unidos. Tinha um grande pequeno segredo: realizava ilusões com o dom da mente. Foi a melhor época de minha vida, e continua sendo. Os momentos em que vivi naquele picadeiro, comandando toda a elite de harlequin(s) e pierrot(s), nossos assistentes de palco. Agora já sabem quem eu sou? Espero que não, pois perderia toda a graça. De qualquer jeito, conto-vos, caros espectadores, o resto depois. Por William Scott.

Postado por ' Stephen Casttle às 16:55  

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