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''Não há mortes dignas, apenas vidas memoráveis.'' Gauguin Delacroix.

a Mentalist,

' Stephen Casttle
Às vezes eu sou uma imagem refletida, noutras o próprio espelho. Me perco entre paradoxos de convicção e incredulidade. Um ludibriador de platéias anônimas, apenas.
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        , christmas

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Recordo-me do primeiro natal de minha vida. Estava eu, uma típica criança hiper-ativa de cinco anos, aventurando-me na sala de estar. Acho que tinha uns dez amigos do papai presente, e não sei qual impulso fora aquele, mas senti uma vontade incontrolável de tocar a estrela de vidro que reinava no topo da árvore natalina. Era um daqueles pinheiros bem frondosos que se compra nas ruas, esse particularmente deve ter custado uma fortuna. Era lindo. Bom, a distância, a altura, eram fatores que nem de longe me impediriam. Logo eu, que nunca encontrei um limite específico. Quando dei por mim, alguns minutos depois, estava estatelado sobre o carpete, sentindo uma dor descomunal nas costas, mas incrivelmente feliz. Eu tinha a bendita estrela entre os dedos. Depois de ser levado ao médico, e de ter parcialmente estragado o natal da família, compreendi o significado daquilo tudo. Natal era uma festa, onde pessoas se reuniam, comiam juntas, trocavam presentes, e depois iam dormir. E isso queria dizer que não importa o quão ruim tenha sido o ano, quantas brigas tenham acontecido, em fim todos têm que continuar juntos. Acho que é uma limitação. Mas uma das positivas. É uma espécie de norma para que jamais esqueçam que famílias devem permanecer unidas. Pode até ser instintivo, ou mesmo um préstimo ao menino Jesus, mas por vezes acho que não funciona. Não que o natal não funcione, mas que seu real sentido, creio eu... é esquecido quase sempre. Crianças são como pequenos urubus, só querem saber dos presentes. Os bons presentes. Os adultos... querem saber de muitas coisas, menos de Jesus. Eu, por exemplo, deixei minha pequena família aos doze anos, mas não culpo o natal. Não culpo ninguém. O erro está nas pessoas, não nos eventos afinal. Se eu fosse definir essa época? Bom... Natal é uma festa de aniversário surpresa para um aniversariante que nunca vem. Por William Scott.

Postado por ' Stephen Casttle às 22:38  

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